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Posts Tagged ‘Leigos’

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Passados 20 anos do Vaticano II, o Romano Pontífice quis voltar-se para um tema que teve destaque no Concílio e dedicou o Sínodo dos Bispos de 1987 ao estudo de aspectos relativos aos fiéis leigos. O documento pós-sinodal, a exortação Christifideles Laici, apresenta temas dignos de estudo.

Dessa forma vai-se preenchendo uma lacuna de séculos na definição das atribuições dos leigos. Durante muito tempo, pouco ou nada se falou sobre isso. A título de exemplo, em seu conhecido livro sobre a História da Igreja, comentando os resultados do Concílio de Trento, Daniel-Rops afirma: “É de admirar que, entre tantas sessões, não tenha havido uma que traçasse o retrato do verdadeiro cristão leigo…como se tinham traçado os do bispo e do sacerdote”.

Logo no início, a Exortação que estamos considerando, afirma: “Ao longo dos seus trabalhos, o Sínodo fez constante referência ao Concílio Vaticano II, cuja doutrina sobre o laicato, à distância de vinte anos, se revelou de surpreendente atualidade e, por vezes, de alcance profético: essa doutrina é capaz de iluminar e de guiar as respostas que hoje devem dar-se aos novos problemas”. (n.2).

O Sínodo deu muitas graças pela atuação do Espírito Santo e por tantas iniciativas surgidas nesse período, que vão renovando a Igreja. Recordou por outro lado dois perigos: por um lado a tentação de que os leigos mostrem um interesse exclusivo pelos serviços e tarefas eclesiais, de forma a chegarem freqüentemente a uma abdicação prática das suas responsabilidades específicas no mundo profissional, social, econômico, cultural e político; e a tentação de legitimar a indevida separação entre fé e vida, entre a aceitação do Evangelho e a ação concreta nas mais variadas realidades temporais e terrenas. Voltaremos a isto mais adiante.

O trabalho do Sínodo, em palavras do Papa, esteve voltado a indicar caminhos para que a ‘teoria’sobre o laicato se converta em praxe na Igreja. O documento indica algumas questões de particular relevância: “Entre esses problemas contam-se os que se referem aos ministérios e aos serviços eclesiais confiados ou que deverão confiar-se aos fiéis leigos, a difusão e o crescimento de novos «movimentos» ao lado de outras formas associativas de leigos, o lugar e a função da mulher tanto na Igreja como na sociedade”.

Ao final do Sínodo os participantes pediram ao Papa um documento conclusivo sobre os fieis leigos, que foi a origem da Exortação.

Vocação e missão dos leigos

Logo a seguir à introdução o Papa começa a falar com grande força da vocação e missão dos fiéis leigos: “Que escutem o chamamento de Cristo para trabalharem na Sua vinha”. O Romano Pontífice faz uma leitura da parábola descrita em Mateus 20, a dos trabalhadores na vinha. Fala da voz de Deus e recorda que essa voz ressoa na alma de cada um e nos acontecimentos, e que neste momento histórico –em todos – pede uma resposta generosa. Pede a coragem de encarar este nosso mundo, que agora está –em palavras do documento – , em certo sentido, pior que nos anos do Concílio.

Vê-se portanto um apelo em sentido inverso ao que gerou a vocação religiosa. Este último, que continua válido, foi no sentido de que os religiosos adotassem o contemptus mundi, o abandono das preocupações do mundo, característico da sua vocação. Trata-se portanto de duas atitudes perfeitamente válidas – entrar de cheio no mundo ou afastar-se dele – , cabendo a cada um saber a que Deus lhe pede pessoalmente. Dessa forma fica respondida a pergunta sobre o local onde o leigo deve ser sal da terra e luz do mundo: no lugar que ocupa no mundo. Dentro do capítulo sobre a vocação e missão o Papa usa imagem muito bonita: são trabalhadores da vinha, mas são também a própria vinha.

Quanto à vocação individual –questão que cedo ou tarde todos se colocam – há um número próprio (58), recomendando a escuta pronta e dócil da Palavra de Deus e da Igreja, a oração filial e constante, a referência a uma sábia e amorosa direção espiritual, a leitura feita na fé dos dons e dos talentos recebidos, bem como das diversas situações sociais e históricas em que nos encontramos.

Quem são os leigos?

A quem se dirige o texto? O Papa diz que vai tentar uma formulação positiva. Implicitamente se reconhece que as anteriores eram algo negativas, quase como os ‘coitados’ que não são padres nem freiras. Recorda-se não somente que pertencem à Igreja mas que são a Igreja, vides radicadas em Cristo, e outras imagens. Mas é sobretudo nos efeitos do batismo que se deve encontrar sua essência: “só descobrindo a misteriosa riqueza que Deus dá ao cristão no santo Batismo é possível delinear a ‘figura’ do fiel leigo”. Nesta altura o documento refere-se a toda a força do batismo, com suas conseqüências: passar a ser filhos no Filho, formar um só corpo com Cristo e ser Templos vivos e santos do Espírito.

Os fiéis participam –ainda que de forma diferente que a dos presbíteros – do sacerdócio de Cristo. Os leigos possuem – não perdem! – a secularidade. Um fiel leigo tem características, modos de vida, etc., diferentes dos que têm os religiosos. É diferente seu modo de viver as virtudes. Sempre foi uma grande tentação, e um grande erro, identificar esses modos, de maneira a propor aos leigos as mesmas formas de viver as virtudes que se apresentam para os religiosos. Não pode ter as mesmas características a pobreza de um franciscano e a de um pai de família.

Panorama histórico

Este tema já foi abordado em muitos lugares e seria extenso tratar dele agora. Baste dizer que logo a seguir aos primeiros cristãos foi aparecendo na Igreja o chamado à vida religiosa, a princípio de forma espontânea, condensada depois nas diferentes regras (constituições) aprovadas pela Santa Sé.

Foi tomando diversas formas de acordo com a inspiração de Deus e as necessidades dos tempos. Em séculos sucessivos – em processo que não terminou – foram aparecendo, no Ocidente, os beneditinos, os frades mendicantes, os jesuítas, os clérigos regulares e tantos outros, sempre com a característica do afastamento do mundo, maior ou menor. Não houve um desenvolvimento paralelo de fórmulas para os leigos, até recentemente, com o Vaticano II e seus precursores.

Matéria Completa

http://www.hottopos.com/videtur26/jscl.htm

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Quando alguém usa o termo “leigo/a” está, quase sempre, afirmando que ela, ou a pessoa a quem  se referindo, sabe pouco ou quase nada de determinado assunto. Por exemplo: quando se diz que uma pessoa é leiga em astronomia, está se afirmando que ela entende pouco, ou nada, de astronomia. Mas será que o termo leigo/a” tem esse mesmo significado para nós, cristãos? Quando dizemos que somos leigos/as”, estamos dizendo que não sabemos nada, ou que sabemos multo pouco, do que somos? Não! Para nós, o termo leigo/a” vem antecedido do termo “cristão/à”. Ou seja, somos “cristãos leigos e leigas”, isto é, em razão da nossa pertença a Cristo, somos homens e mulheres que atuam na igreja e no mundo, especialmente no mundo, onde somos agentes de transformação a partir do Evangelho de Jesus.

Leigos na Igreja

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